sexta-feira, 30 de março de 2012

Mestre Suassuna


Reinaldo Ramos Suassuna,
o Mestre Suassuna,
é um dos mais conhecidos e talentosos
nomes da história da capoeira



Começou seu aprendizado ainda garoto em sua cidade natal, Itabuna-BA, por conta de um problema muscular em suas pernas que o obrigava a praticar algum esporte.

Nesta época, freqüentava as rodas de rua, onde estavam presentes grandes capoeiristas da região, como os Mestres Sururú, Bigode de Arame e Maneca Brandão.

Para buscar mais conhecimento, viajava esporadicamente para Salvador, onde freqüentou os mais famosos terreiros de capoeira da Bahia.

Os mestres Bimba, Canjiquinha, Pastinha, Waldemar, Caiçara e alguns outros, tornaram-se a referência para desenvolver seu trabalho, sendo os dois primeiros com maior destaque e que viriam a diplomá-lo no futuro, reconhecendo seu trabalho como Mestre.


Em 1965, Mestre Suassuna veio para São Paulo e em 1967 criou o grupo Cordão de Ouro juntamente com Mestre Brasília na Vila Mariana, seguindo a mesma linha da ACRESI (Academia Regional de Itabúna) que viria se tornar ACRESP.

Está no hall dos grandes nomes que trabalham em prol da capoeira de São Paulo e dos capoeiristas.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Carolina Soares

CLIQUE AQUI PARA OUVIR O SOM.


Canto na Areia traz músicas dos ritos tradicionais da cultura afro brasileira, como o samba de roda, ao lado de composições inéditas de mestres da Capoeira e uma regravação de “Meia Lua Inteira”, do Carlinhos Brown - sucesso na voz de Caetano Veloso. O CD surpreende pela qualidade de sua produção que se esmera nos mínimos detalhes, desde a preocupação em ser fiel aos toques do berimbau até manter a liberdade de interpretação da cantora, que lembra, com o seu canto, a cultura criada nas ruas e nos guetos, destacando-se a força de suas interpretações.

Carolina Soares foi criada na cidade paulista de Iguape, onde começou sua carreira artística, cantando em bares noturnos, com repertório que ia do blues ao Rock-Brasil de Cássia Eller. Em setembro de 1998, foi para São Paulo, onde passou também a conviver com o mundo da Capoeira: percorria as “rodas“ e os grandes eventos, conhecia os mestres e os capoeiristas. Era natural que, em contato diário com a capoeira, dela absorvesse o lado musical. Surgiu, então, o projeto para lançar o primeiro CD, Músicas de Capoeira – Vol I, com todas as faixas cantadas por uma mulher. Ela foi a escolhida e o sucesso, imediato. Em conseqüência, Carolina tomou algumas aulas de canto e, dois anos depois, gravou o segundo CD - Músicas de Capoeira – vol II, também sucesso absoluto de mercado, com ritmos de Benguela, São Bento Grande, Angola, Jogo de Dentro, faixa bônus de Hip-Hop Capoeira e Samba de Raiz, trazendo quatro composições de autoria da cantora. Em seguida foi lançado o terceiro CD: Carolina Soares – Pout-pourri de Capoeira, nas bancas de jornal de todo o país.

Destacando-se a cada ano no mercado fonográfico da Capoeira, Carolina incorporou o Samba em seu repertório, continuando fiel aos ritmos brasileiros. Em 2004, no Dia Nacional do Samba que aconteceu no Teatro Sérgio Cardoso (SP), Carolina Soares foi aplaudida pela velha Guarda do Samba Paulista, com seu trabalho reconhecido e aceito.
Há alguns anos, a cantora se apresenta semanalmente no Bar Brahma, uma das maiores vitrines do samba paulista.

Entrevista a Fábio Rayel

Como é a recepção dos homens sabendo que uma mulher está cantando a capoeira?
Sou sempre bem recebida, os homens a pricipio me olham com curiosidade e logo passam a admirar o meu potencial de voz na roda. Dessa forma consigo admiração e respeito de todos. Sempre pedindo licença e respeitando as tradições da capoeira antes de começar o meu canto.


Você esta quebrando uma tradição? Por que sempre a capoeira foi cantada por homens?
Talvez porque a visão das mulheres praticantes de capoeira sejam mais machistas do que a visão dos homens. E por isso elas não se aventuravam até então a soltar a voz nas rodas. Ainda existe o tabu, pois até hoje não há no mundo um CD de capoeira gravado por outra mulher, sou pioneira e imaginei que outras mulheres fariam como eu fiz, mais ainda não ocorreu.

O que te levou, por que e como foi que você foi parar no mundo da capoeira?
Em 1998 vim para São Paulo. A partir daí, passei a ter uma vivência com o mundo da Capoeira, através de uma revista de capoeira no qual eu era a relações públicas. Fui me aprofundando: percorria as “rodas“ e os grandes eventos, conhecia os mestres e os capoeiristas. Com essa convivência comecei a me questionar do porque não uma mulher cantando, resolvi então me dedicar à música da capoeira.

Quais são influências da Clara Nunes no seu trabalho?
Escutei Clara Nunes pela primeira vez, depois que tinha gravado o meu primeiro CD. Fiquei emocionada com a sua voz e interpretação e identifiquei o meu estilo com o trabalho dela. Desde então ela passou a ser uma referência de pesquisa para mim

Professora Criança


NA RODA COM A MULHER

A cada dia que passa as mulheres estão conquistando mais espaço. Seja na roda da vida. Uma prova disso é Lilia Benvenuto Lima, conhecida no universo capoerístico como Criança. Seu primeiro contato com a Capoeira aconteceu aos 14 anos, em Niteroi, Rio de janeiro, local onde nasceu e crou-se. O som evovente do berimbau que vinha de uma Academia próxima a sua casa, cada vez mais a atraía e contagiava. Na primeira oportunidade que teve fez uma aula e daí em diante não parou mais.Hoje, aos 25 anos, Criança é corda azul (instrutora) do Grupo Muzenza e esposa do Mestre Burguês. Atualmente, desenvolve um trabalho com Capoeira em uma pré-escola, na Academia Muzenza e Personal Training.
Seus planos são de continuar trabalhando em prol da Capoeira para uma melhor organização.
Conheça um pouco mais sobre essa incrível personalidade na entrevista que a Revista Practicando Capoeira realizou:

P. Capoeira: Como você vê a mulher hoje na Capoeira?
A mulher procurou primeiramente a Capoeira pela sua beleza lúdica, da influência do musicalidade e o fascínio do movimentos. Hoje encontramos nessa nobre arte uma forma de nos expressar, aproveitando da riqueza dos movimentos para manter um tônus muscular alcançando uma beleza corporal maior próxima do ideal. A mulher também esta aproveitando a facilidade de educar através dos movimentos da capoeira, trabalhando em projetos infantis, deficientes visuais, deficientes auditivos e outros.


P. Capoeira: O que está faltando para melhorar a Capoeira feminina?
Organização da própria mulher em criar condições para se desenvolver como capoeirista. Tais como encontros femininos, debates, palestras, etc…

P. Capoeira: Como está a Capoeira femenina no Sul do país?
A mulher começa tomar o seu espaço dentro da Capoeira do Sul pela própia necessidade da vida social femenina, o pensamento voltado para que “todos somos iguais independente do sexo”. Sabemos que nesse esporte em especial, valeu-se por muito tempo “o machismo”, hoje já mais moderado pela conquista do espaço feminino.

P. Capoeira: Além de você, têm outras mulheres que se destacam no grupo Muzenza ?
O Grupo Muzenza sempre teve grande participação feminina. Hoje encontramos não só as brasileiras se destacando dentro do grupo. As “Gringas” como são chamadas as estrangeiras, començam a mostrar que são boas capoeristas.

P. Capoeira: O fato de ser esposa do Mestre Burguês influencia a sua Capoeira?
Tento não deixar influenciar na Capoeira a fato de eu ser esposa de um dos maiores Mestres de Capoeira (Mestre Burguês).

P. Capoeira: Fale um pouco sobre o Mestre Burguês.
Um Homen simples com personalidade forte, determinado que retribui o que a Capoeira lhe deu através do seu trabalho.

P. Capoeira: Qual o futuro da mulher na Capoeira?
O futuro da mulher na Capoeira eira é sem dúvida de igualdade, principalmente pela importância feminina em eventos, campeonatos… e abrindo ainda um novo campo que seria a aceitação da mulher como instrutora, professora e mestra de Capoeira

terça-feira, 6 de março de 2012

O Modismo da UFC e a Capoeiora



Hoje em dia só se fala em UFC (Ultimate Fighting Championship). Essa luta oriunda do Jiu-Jitsu e outras formas de luta-livre foi criada pelo brasileiro Rorion Gracie nos Estados Unidos e por lá se desenvolveu. Atualmente vemos UFC em todos os lugares: horário nobre da televisão, jornais, telenovelas, capas de revista, transmissões ao vivo, comerciais de TV, outdoors espalhados por todo o país. Até um filme para o cinema foi produzido e tem estréia marcada para breve.

Todo mundo já conhece e sabe o nome dos golpes, as finalizações, o mata-leão, a gravata, os socos e pontapés. Já temos os nossos heróis – Minotauro, Anderson Silva e outros “brucutus” – que espancam os seus adversários sem dó nem piedade num espetáculo tão dantesco de brutalidade, que chega a respingar sangue das telas de LCD que assistimos confortavelmente de nossos sofás.

É incrível a capacidade que a mídia possui nas chamadas “sociedades da informação”, de criar modismos, heróis, gostos e preferências. Até há pouco tempo essa luta era apenas mais uma atração esportiva perdida entre milhares de outras nos canais fechados de televisão a cabo e, de repente, de uma hora para outra, passa a ser a nova “paixão nacional”. Alguém – certamente muito poderoso – decide de seu gabinete de gerência de alguma grande rede de televisão que o UFC é a bola da vez e pronto !

Todo um esquema é montado para que essa luta apareça em tudo quanto é programa, novela e comercial de TV. E como o nosso pobre país é totalmente influenciado por tudo que a telinha resolve mostrar (vide a mediocridade do Big Brother Brasil – um insulto à inteligência e à dignidade nacionais), rapidamente o UFC é incorporado ao nosso cotidiano, às conversas de bar e de salão de beleza, ao noticiário, aos sonhos infantis de futuros campeões da modalidade.

Aí chegamos naquela pergunta que não quer calar: por que não a capoeira ? Por que essa esquizofrenia de exaltar uma luta que apesar de ter sido criada por um brasileiro, tem toda a sua formatação e organização influenciada pela cultura norte-americana do show business ? E por que ao invés disso, não se criam os mesmos espaços na mídia e mecanismos de divulgação para a capoeira, que é uma das expressões mais legítimas da nossa cultura ?

Será que os responsáveis pela televisão e pela mídia em geral do nosso país ainda possuem aquela velha mentalidade colonizada, que procura supervalorizar expressões culturais que vem de fora (leia-se Estados Unidos da América) em detrimento daquilo que vem das tradições da nossa cultura e do nosso povo ? Ou será que trata-se de uma atitude deliberada de alienar cada vez mais o nosso pobre e sofrido povo brasileiro, afastando-nos a possibilidade de valorizarmos e conhecermos melhor nossa própria cultura, nossas tradições, nossos verdadeiros heróis ? Ou será que é tudo isso junto, somado ao desejo desenfreado pelo lucro fácil ?

Recentemente perdemos um dos grandes baluartes da capoeira aos 94 anos de idade – o mestre João Pequeno de Pastinha que faleceu em dezembro último, e qual a repercussão desse fato na mídia ? Nos jornais locais da Bahia houve uma pequena cobertura e nada mais. A grandeza desse homem, o seu significado para a cultura brasileira que se espalhou pelo mundo através da sua capoeira angola, sequer tiveram um mínimo espaço de divulgação no noticiário nacional.

Boa parte dos cidadãos comuns, brasileiros de todas as idades e classes sociais, hoje em dia sabem o que é o UFC e quem são Minotauro ou Anderson Silva. Mas quantos desses sabem que foi o mestre João Pequeno ? Quantos sabem quem foi Pastinha ou Bimba ? Quantos conhecem a história da capoeira ? Quantos sabem dizer as diferenças entre a capoeira angola e a regional ? Ou quem foi Besouro Mangangá ? Ou ainda Zumbi dos Palmares ? Ou o mestre Salustiano da Rabeca ? Ou Cartola ? Ou Batatinha ? Ou Chico Mendes ? Ou Clementina de Jesus ? assim como tantos e tantos outros personagens da nossa cultura popular, heróis que deram dignidade à história desse pais.

Urgente se faz recuperar nossa auto-estima, exigir que nossa dignidade, nossa memória, nossas histórias, nossos verdadeiros heróis sejam valorizados e respeitados. Nada contra o UFC, nem seus lutadores, eles que tenham o seu espaço e seu público ávido por violência. O que precisamos exigir é que nossa cultura seja tratada pela mídia, com a mesma dignidade e valorização com a qual são tratados esses modismos que vez por outra invadem nossas casas, através da imposição sem critérios de uma programação medíocre e indecente que nos empurram goela abaixo.

Precisamos dispor de alternativas para elegermos aquilo do que gostamos e que valorizamos. Se só nos apresentam um tipo de música, de filme ou de programa de TV, é só disso que podemos gostar. Ninguém pode gostar daquilo a que não tem acesso, que não conhece. A gente quer ver a nossa cara na TV, ouvir música boa, assistir a filmes que nos façam pensar. A gente quer jogar e entender de capoeira. A gente não quer só comida !

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

História do capoeirista mestre Pastinha ganha livro ilustrado


A vida e ginga de um jovem mulato que vivia nas ruas do Pelourinho, no Centro histórico de Salvador, é tema do livro “Pastinha – O menino que virou mestre de capoeira”, de José de Jesus Barreto e Cau Gómez, com edição da Solisluna Editora, que será lançado amanhã, às 18 horas, na Livraria Cultura no Salvador Shopping.

Era uma vez ... um menino mulatinho, esperto e miúdo nascido no Pelô que, depois de muito brincar e brigar na rua, tornou-se o maior de todos os mestres da capoeira Angola da Bahia. O nome desse menino virou lenda, mundo afora, mas a história de mestre pastinha é real e está contada, tim-tim por tim-tim neste livro de José de Jesus Barreto e Cau Gomez com edição cuidadosa da Solisluna Editora e que será lançado dia 27 de janeiro às 18 horas na Livraria Cultura no Salvador Shopping.


O livro "Pastinha - O menino que virou mestre de capoeira" conta, em letras e desenhos, a história verdadeira de como o mirrado menino Vicente Ferreira Pastinha, nascido na Rua do Tijolo, Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, no ano de 1889, aprendeu o jogo da capoeira, ainda guri, tornando-se, de meados do século XX em diante, o criador e maior de todos os mestres da capoeira Angola da Bahia, uma arte que ganhou o mundo. A história da iniciação do menino, através dos ensinamentos do negro banto e ex-escravo chamado Benedito, foi contada pelo próprio Pastinha, numa entrevista datada de 1967, e é recontada no texto do jornalista e escrevinhador José de Jesus Barreto e também através dos desenhos do artista gráfico Cau Gomez, ilustrações que dão ao livro um toque de obra de arte, um encantamento a mais para os olhos de crianças, jovens e adultos.

Com 32 páginas ilustradas em cores e duas fotos do mestre Pastinha feitas por Zélia Gattai na primeira metade dos anos 1960, o livro "Pastinha - O menino que virou mestre de capoeira" editado pela Solisluna Editora, com edição, design e projeto gráfico de Valéria Pergentino, Enéas Guerra e Elaine Quirelli. Impresso em papel couché pela Gráfica Santa Marta.
SERVIÇO

LANÇAMENTOS DO LIVRO "Pastinha - O menino que virou mestre de capoeira" Autores: José de Jesus Barreto e Cau Gomez Solisluna Editora QUANDO: Dia 27 de janeiro, às 18 horas ONDE: Livraria Cultura do Salvador Shopping PREÇO: R$35,00
+ CONTATOS (outras informações e entrevistas): Solisluna Design Editora: 71 3379.6691 - 9964.4817 valeria@solislunadesign.com.br José de Jesus Barreto: 71 3378.7703 - 9911.4654 zedejesusbarreto@uol.com.br Cau Gomez: 71 3240.4079 - 8898.4079 caugomez@uol.com.br
Mandinga


Além da história da iniciação e das pernadas de Pastinha pelas ruas da cidade, o livro toca nos ensinamentos do mestre: o significado da capoeira Angola, a importância do berimbau na roda do jogo e da ginga na arte da vida, além de mostrar os principais golpes da luta que também é dança, jogo, reza, manha, vadiação e arte... "é mandinga de escravo em ânsia de liberdade", como bem ensinou o mestre.
A idéia de fazer um livro para crianças e jovens sobre a figura de Pastinha, um mito, uma lenda baiana, surgiu com a da obra intitulada "Pastinha, O grande mestre da capoeira Angola" , escrita pelos jornalistas José de Jesus Barreto e Otto Freitas. "Vimos que a história era curiosa, encantadora e se encaixaria muito bem em nossa proposta editorial de publicar livros para crianças e jovens que também agradam os adultos. Então, convidamos José de Jesus Barreto, autor de outros títulos de nossa editora, para essa parceria, sugerindo a elaboração de um novo texto apropriado, mais enxuto, numa linguagem voltada a esse público leitor que muito nos interessa; e o resultado nos agradou bastante", conta a editora Valéria Pergentino, diretora da Solisluna.

Seu companheiro, que é também diretor da Solisluna, o editor, designer e artista gráfico Enéas Guerra, então de acordo com o autor do texto, convidou o premiado Cau Gomez para criar as ilustrações fundamentadas no escrito. "Os desenhos em cores de Cau são lindos, têm uma luz própria que dá um clima, um movimento e ambientam a história no tempo e no espaço em que tudo aconteceu, o centro antigo da cidade de Salvador numa determinada época de sua história, os sobrados e as ruas do Pelourinho, sua gente...", comenta Enéas.


"Pastinha é um naco simbólico de uma certa Bahia cantada por Caymmi, descrita por Jorge Amado, desenhada por Carybé... O mestre de capoeira, que era ainda um filósofo, um educador, um pensador popular de grande talento, ajudou também a construir com sua arte o mito da baianidade, escreveu um instigante capítulo da história de nossa gente mestiça" reflete o autor do texto, que conheceu Pastinha já bem idoso, na sua "academia" de capoeira Angola, no Largo do Pelourinho, integrado à paisagem urbana de então.


O artista gráfico Cau Gomez ficou feliz com o resultado do trabalho: "É a história fantástica de um guerreiro do povo, um genuíno homem baiano, que com ritmo e mandinga, ensinou a arte da luta de resistência. Tentei passar isso com meu traço."


"Pastinha - O menino que virou mestre da Capoeira" é um livro de arte para crianças e jovens, que pode ser visto e lido com prazer, também, por meninos e meninas de todas as idades, mesmo crescidos, já adultos. Um trabalho educativo e coletivo, criado e realizado em harmonia plena: idéias, fotos, desenhos, cores, textos... Um regalo, digno das artes, manhas e sabedorias do pequenino e grandioso mestre Pastinha, um símbolo da Bahia

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ESTAMOS DE VOLTA

PEDIMOS DESCULPAS PELO INCIDENTES OCORRIDOS NESTE BLOG, MAS ESTAMOS DE VOLTA
SUGESTÃO, DUVIDAS, ENTREVISTAS, COBERTURAS DE EVENTOS DE CAPOEIRA ETC.... ENTRE EM CONTATO COM O EDITOR:
VALDEMIR NUNES -PROFESSOR GATO PRETO
(11) 20534455
(11) 84535938 TIM
(11) 62983028 OI

domingo, 2 de outubro de 2011

Exposição “Capoeira: Luta, Dança e Jogo da Liberdade”




Exposição “Capoeira: Luta, Dança e Jogo da Liberdade” na Caixa Cultural


A Caixa Cultural promove exposição “Capoeira: Luta, Dança e Jogo da Liberdade” que apresenta cerca de 50 fotografias de André Cypriano. Além dos registros a mostra é complementada por ilustrações e instrumentos utilizados na capoeira como berimbaus e pandeiros.

A exposição resgata a história e origem da capoeira, desde seu surgimento na época do Brasil Colonial até os dias atuais, mostrando a sua superação, quebrando barreiras e preconceitos ao longo dos anos.

Em meio aos registros está fotografias do Mestre Camisa, fundador da Abadá – Capoeira, discípulo do mestre Bimba, e é considerado um dos capoeiristas mais técnicos do mundo.

SERVIÇO:
Exposição: Capoeira: Luta, Dança e Jogo da Liberdade
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: de terça a domingo, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

NOTA DE FALECIMENTO


AMIGOS, É COM PESAR QUE INFORMAMOS QUE NO DIA DE HOJE 29/09/2011 AS 15:00 HRS; ACONTECEU O FALECIMENTO DO MESTRANDO BOLHA, MEMBRO DO GRUPO DE CAPOEIRA SÃO BENTO ME CHAMA.


O VÉLÓRIO ACONTECERÁ NA SEDE DO GRUPO SÃO BENTO ME CHAMA.
RUA: STA EFIGÊNIA, 2° TRAVESSA, 64 - ATRÁZ DO P. A. ALVORADA
HORARIO: APARTIR DAS 22:00 HRS
O SEPULTAMENTO NÃO TEM HORÁRIO PREVISTO.


INFORMAÇÕES:
6036-7320 // 7101-3356


Departamento de Comunicação e Marketing da L R G C

sábado, 17 de setembro de 2011

The "Capoeira" Fight Scenes Movie Thread

There are only a just a few movies that focus solely on capoeira, however, there are dozens upon dozens of movies that features the fighting style of capoeira within...so I thought I'd make a thread to showcase the style of capoeira within these movies. I will also include a few good fight scenes from movies focused solely on capoeira.

With this, I would like to discuss the influence of capoeira within the movie industry and in popular culture due to these movies.... or.... to just have an excuse to post all the coolest capoeira fight scenes anyone can find into one thread Here we go!!!


Scene using capoeira from the movie Hellboy 2

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

NÓS CAPOEIRISTAS DE SÃO PAULO DEVEMOS NOS UNIR

SERÁ UM GRANDE EVENTO QUEM PUDER AJUDAR! VAMOS LÁ

Queridos amigos, infelizmente o "III Troféu Zona Sul de Capoeira", esta em risco este ano, não tivemos patrocinios, a verba para o evento este ano esta Istipulada em R$ 800,00
e a ACADE não tem como financiar sozinho, por isso estamos dependendo
de nosso amigos capoeiras que irão participar, mas até agora não vi
resposta de ninguém.

Tudo que nos da ACADE queremos é mostrar, o valor que tem o trabalho de
cada um de vcs, mostrando para a comunidade que somos capazes de muitas
coisas, e que juntos formamos uma grande Nação.

Uma nação chamada "Capoeira", e que estando dentro dela ira perceber que
somos um fruto produtivo, porque fazemos, criamos, desenvolvemos e
multiplicamos pessoas capazes daquilo que jamais pensariam que pudecem
fazer.

Acho que se pensarem desta forma irão entender o que quero dizer, por que se pensar-mos em:

"Eu não faço parte do Criança Esperança então não vou doar nada".

"Eu não tenho cançer por que vou doar algo para o Hospital"?

"Eu não tenho filho com necessidades especiais, por que vou doar algo para o Teleton".

"Eu não vou participar do Troféu porque tenho que ajudar"?


Se existe resposta para isso, esta dentro do coração de cada um de vcs.
Passo aqui o numero da conta e se puderem me ajudar a fortalecer este
evento eu agradeço, vou esperar até o dia 10 de Setembro se não haver
retorno então mandarei noticias.

Axé a todos os meus amigos, e que Deus esteja no caminho de todos.

Mestre Koquinho.


Banco Itaú

Agência: 1003

Conta: 64485-1

Em favor de: Luiz Guilherme Ap. Costa.


Obs: Sera prestado Contas a todos que ajudarem.

Doações Ja realizadas:
Mestre Koquinho: R$ 100, 00
Monitora Rosa Branca R$ 100,00 ( Falta quanto para a realização do Evento?)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A DELICADEZA LEVA A INTELIGÊNCIA

Nos últimos anos a capoeira de um modo geral vem se transformando, saiu daquele estado de pura atividade física e tornou-se mais racional e muitos dizem que este estado de espirito da capoeira deve-se a mulherada. E em são Paulo não é diferente como nota-se na entrevista concedida ao BLOG CAPOEIRA SÃO PAULO pela graduada Delicada do grupo de capoeira Cultuarte.


1 - CONTE A SUA HISTORIA , DE ONDE VEIO, FAMILIA ETEC? E COMO FOI SEU PRIMEIROCONTATO COM A CAPOEIRA?
GRADUADA DELICADA -Meu nome é Cyntia mais conhecida como Graduada Delicada. Nasci e sempre vivi em São Paulo.

Sou casada e ainda não tenho filhos. Na minha família fora eu há mais dois capoeiristas meu primo Vinicius (Vagalume) e meu marido Omar (Instrutor Azeitona).

Apaixonei-me pela capoeira aos 10 anos de idade, mas só tive a felicidade de adentrar neste mundo aos 20 anos.

Treinei e me dediquei a capoeira durante 08 anos seguidos três vezes na semana, sem contar os eventos e rodas nos fins de semana, mas como a vida não é só capoeira tinha que voltar a estudar, então durante 04 anos passei a treinar nos fins de semana quando não tinha muitos trabalhos e provas na faculdade.

Hoje voltei a treinar com afinco, tenho Graduação em Administração e também sou graduada na capoeira.


2 - CONTE ALGO SOBRE O SEU TRABALHO ATUAL?
GRADUADA DELICADA -Hoje procuro desenvolver um projeto dentro do condomínio onde resido, para isso brigo pela causa, pois há outros esportes sendo praticados e por muitos a capoeira não é vista como nosso patrimônio histórico, mas sim como dança, religião e vadiagem.


3 - O QUE VOCÊ ACHA DA CAPOEIRA DE SÃO PAULO?
GRADUADA DELICADA -Acho que a capoeira em São Paulo é bem difundida, dispomos de diversos estilos de jogos devido diversidade de grupos.

Se vamos a uma roda vemos a capoeira Contemporânea, a Angola e Regional Baiana. É a mistura de vários estilos.

O que talvez pudesse ser um pouco mais empregado é parte cultural, pois os aulões e rodas são essências nos eventos, mas pouco vemos o maculelê, o samba de roda, a puxada de rede, conversas sobre a essência da cultura e debates. Para quem já esta na capoeira a algum tempo possivelmente tem algum conhecimento, mas os pequenos que vem chegando dependem disso para que acapoeira não perca sua essência, sua história.


4 - EM SUA OPINIÃO APONTE QUAIS SÃO AS MAIORES DIFICULDADES DAS CAPOEIRISTAS DE SÃO PAULO?
GRADUADA DELICADA -Em São Paulo temos poucas mulheres na roda. Em um evento que contém certa de 50 pessoas 40 são homens.

Temos poucas professoras e Mestra de destaque no momento que eu tenha conhecimento em São Paulo somente a Mara ( Herança Cultural Capoeira)

Ou seja, quanto menos mulheres na roda, menos chances temos de nos destacarmos e sermos reconhecidas.


5 - QUAIS SÃO AS DIFERENÇAS ENTRE O JOGO DE HOMENS PARA UM JOGO DE MULHERES NA RODADE CAPOEIRA?
GRADUADA DELICADA -O homem geralmente possui mais agilidade e demonstra um jogo mais agressivo e a mulher mais leveza e flexibilidade, mas também não fica muito atrás quando pretende definir um jogo.


6 - FALE DO SEU GRUPO E DE SEU MESTRE:
GRADUADA DELICADA -Meu Grupo é o Centro Cultural Desportivo de Divulgação da Capoeira Arte (CULTUARTE)

Fundado pelo Mestre Pequeno no Rio de Janeiro 12/5/1992 e foi trazido para São Paulo pelo Mestre Gunga. Hoje o Cultuarte possui núcleos espalhados pelo Brasil e no exterior como Alemanha, Itália e Portugal.

O CULTUARTE possui mais de 15.000 integrantes e tem uma filosofia de capoeira social e representação da capoeira Contemporânea.

É grupo forte que busca manter a essência da capoeira procurando desenvolver a parte cultural nos seus eventos.

O jogo do nosso Grupo é preciso e incisivo utilizamos de muitos treinos para mantermos a nossa base e rodas diversas para nossa demonstração e nos aperfeiçoarmos.


7 - SUA VIDA É CAPOEIRA? POR QUÊ?
GRADUADA DELICADA -Sim. Primeiro por que hoje não me vejo fora dos treinos, da roda, dos aprendizados, do convívio das pessoas que praticam este esporte maravilhoso e segundo por que eu me identifico com a história da capoeira que para sobreviver em meio a este “campo minado” chamado mundo teve que lutar e acreditar que um dia seria reconhecida e respeitada.


8 - QUAL É A SUA ROTINA DE TREINAMENTO?
GRADUADA DELICADA -Geralmente treino as terças, quintas e sábados.


9 - NA CAPOEIRA TEM MUITA INVEJA? ISTO É MAIOR ENTRE HOMENS OU ENTRE AS MULHERES?
GRADUADA DELICADA -Como em qualquer outro lugar há inveja sim. Vemos tanto homens e mulheres que notam um capoeirista sendo destaque e logo a briga começa no pé do berimbau para ver quem vai comprar com este para mostrar que é ainda melhor.

Acho que as mulheres por questão de vaidade e até pela a rivalidade feminina acabam por ser um pouquinho mais invejosas do que os homens rsrs.


10 - A MULHER NA CAPOEIRA JÁ RESPÉITADA OU FALTA MUITO PARA OS RESPEITO CHEGAR?
GRADUADA DELICADA -Acho que hoje em dia a mulher já conseguiu encontrar o seu espaço na capoeira, agora respeito mesmo falta muito para chegar lá.

Não podemos disputar com os homens através da força física, então a briga começa mesmo antes de entrarmos na roda, quantas vezes não vemos uma mulher na boca da roda e ela é empurrada para trás e depois de muito tentar e conseguir entrar dá uma ou duas pernadas e é cortada independente da sua graduação.

São poucas as mulheres que vemos na bateria se muito oque ela consegue é pegar o pandeiro. Cantar então é pura raridade.

Em uma roda que fui da República estava eu e mais três capoeiristas conversando e ao final da roda ouvimos de um Mestre conceituado e antigo que era lindo ver tantas mulheres de branco, que estávamos ali para enfeitar.

Já diz a música cantada por Carolina Soares “Mulher na roda não é para enfeitar, mulher na roda é pra ensinar”.


11 - NA CIDADE DE SÃO PAULO HOJE UMA DAS GRANDES REFENCIAS EM TERMO DE CANTADORES É CAROLINA SOARES, O QUE FALTA PARA UM MAIOR RECONHECIMENTO DA MULHER NA CAPOEIRA DE SÃO PAULO JA QUE RECONHECIDAMENTE QUALIDADE TEM?
GRADUADA DELICADA -Falta mais ousadia, mais coragem e oportunidade. As mulheres conquistaram o mercado de trabalho demonstrando que capacidade não lhes faltava, mas sim oportunidade e quando esta lhes foi dada não precisou demais nada é só olhar ao nosso redor que vemos mulheres em cima de tratores, em obras; nas grandes empresas como donas, presidentes e diretoras.

Se formos capazes de entrar no mercado de trabalho para agregar e ensinar somos ainda mais capazes de ter um reconhecimento digno de grandes mestres.

Como disse anteriormente perdemos na força física, mas nunca na capacidade e no talento prova disso são Mestra Mara, Mestra Jô, Contra- Mestra Yuna e tantas outras que aos poucos estão chegando lá.


12 - EM RELAÇÃO AOS GRUPOS DE CAPOEIRA. SERA QUE VEREMOS EM BREVE MAIS GRUPOS COORDENADOS POR MULHERES?
GRADUADA DELICADA -Talvez me falte conhecimento, mas o único grupo que sei ser coordenado por uma mulher é o da Mestra Jô ( Grupo Equipe Jô Capoeira)

O fator é que as mulheres não têm como sua única preocupação e ambição a Capoeira e o trabalho externo como a maioria dos homens.

A mulher tema sua dignidade para se preocupar, tem que estudar, trabalhar fora, cuidar da casa, família e ainda deixar de treinar em torno de um ano e meio quando tem um filho, então as dificuldades são maiores para nós, mas acredito piamente que teremos sim muitos grupos coordenados por grandes capoeiristas.




AGORA VAMOS FAZER UM JOGO RAPIDO :



UM GRUPO:
Cultuarte


UM MESTRE:
Gunga

UM CANTADOR
Boa voz


UM TOQUE
Yuna


UM JOGO
São Bento


UM GOLPE
Martelo


PRA QUEM DARIA UM BERIMBAL
Mestre Benê


EM QUEM DARIA UM MARTELO
No nosso Deputado Federal Tiririca


BELEZA OU DIPOSIÇÃO
Disposição


MELHOR LUGAR PARA JOGAR CAPOEIRA
Na minha casa, junto ao meu grupo



DEIXE UMA MENSAGEM PARA AS CAPOEIRISTAS:
Devemos nos unir. Alunas, graduadas, instrutoras, professoras, mestras, somos mulheres, somos guerreiras.

Vamos treinar e nos dedicar e não desanimar, tudo para mulher sempre foi mais difícil evencemos por que na capoeira seria diferente?

Sinal de que somos fortes e podemos.

Vamos lá mulherada a capoeira também é nossa.


CONTATO:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=14483405643364879210




Por / Gato Preto

terça-feira, 23 de agosto de 2011

UTILIDADE PUBLICA

Estou a dez anos sem noticias de meu mestre só sei que esta vivo e para quem tiver noticias entrar em contato meu Mestre se chama Francisco Jorge serafin (mestre Danone) era do grupo Cais Dourado e depois entrou para o grupó abada segue a foto de meu mestre é este que esta recebendo o cert. de antemão agradeço a atenção meus tel res. 47352039 vivo 64123397 tim 82844249 fique com Deus


KB+1

O GRUPO DE CAPOEIRA kB+1 do professor Nei capoeira que ministra aulas na academia da escola de samba flor de vila dalila tambem marca presença no blog capoeira São Paulo




1 - CONTE A SUA HISTORIA, DE ONDE VEIO, FAMILIA ETEC? E COMO FOI SEU PRIMEIRO CONTATO COM A CAPOEIRA, QUE GRADUAÇÃO?

Venho de uma família humilde, com duas irmãs e mais um irmão, minha mãe e meu padrasto. Tenho dois amores na minha vida, minha filha de 4 anos de idade, chamada Nicole , e minha noiva chamada Michele, com quem vou me casar ainda esse ano. Resido atualmente na Vila Matilde, zona leste de São Paulo, onde tenho um trabalho com a capoeira através do Grupo KB+1, no qual sou fundador e presidente, ensino capoeira para crianças carentes, além de trabalhar como porteiro em empresa privada.
Aos nove anos de idade iniciei minha vida na capoeira, brincando nas ruas do bairro da Vila Dalila-SP, onde morava, e admirando alguns capoeiristas expondo suas habilidades e técnicas capoeiristicas nas rodas que aconteciam na rua onde morava. Até que no ano de 1992, entrei no Grupo Capela, onde conheci o meu mestre Garibaldo, que ensinou os fundamentos da capoeira, a rigidez, disciplina, respeito e transparência com o próximo.
No ano de 2003, me mudei para o bairro Cidade Tiradentes, onde tive a oportunidade de formar um grupo de capoeira com o professor Rogério, formado do professor Claudio, e discípulo do mestre Garibaldo, com quem iniciei na capoeira.
Através desse espaço fizemos muitas rodas onde tivemos a oportunidade de conhecer o contra mestre Bocão, formado pelo Centro Cultural Esportivo Afro Capoeira, que nos fez o convite para fazer parte do seu grupo.
Em 15 de fevereiro de 2004, me formei como professor de capoeira, no Centro Cultural Esportivo Afro Capoeira, sendo formado pelo professor Rogerio, com a supervisão do contra mestre Bocão e estagiário Índio.
Depois de alguns meses voltei para o bairro Vila Dalila, onde tinha morado há muitos anos atrás e onde conheci a capoeira. No mesmo ano em 15 de setembro, já formado, fundei um dos meus maiores orgulhos, o Grupo KB+1, sediado na Escola de Samba Flor de Vila Dalila, onde tinha muitos alunos, e com essas experiências, fiz alguns projetos em associações, espaços culturais, escola de samba, algumas viagens a convite de grupos de capoeira do interior de São Paulo, apresentações, e etc.; além dos batizados do grupo que a seguir demonstrarei algumas datas importantes:
- 20 de março de 2005: 1º Batizado e troca de cordões, realizado na Escola de Samba Flor da Vila Dalila;
- 20 de agosto de 2006: 2º Batizado e troca de cordões, realizado na Escola de Samba Flor da Vila Dalila;
- 14 de setembro de 2008: 3º Batizado e troca de cordões, realizado na Sociedade Amigos Força de Vila Dalila;
- 17 de maio de 2009: 4º Batizado e troca de cordões, realizado na Sociedade Amigos Força de Vila Dalila;
- 25 de julho de 2010: 5º Batizado e troca de cordões, realizado na Escola de Samba Flor da Vila Dalila.
Através dos trabalhos positivos que fiz no Grupo de Capoeira KB+1 fui convidado a dar uma entrevista para a revista Afro Cultural Jornada da Capoeira – ano XIV – nº 23, e para o site Onde Acho Capoeira, no dia 29 de janeiro de 2010.

2 - QUEM FOI SEU PRIMEIRO MESTRE?
Mestre Garibaldo, formado do mestre Ananias Tabacou (Grupo Almada Santos, bairro de Itaquera).

3 - O QUE VOCÊ ACHA DA CAPOEIRA DE SÃO PAULO?
Hoje em dia a capoeira em São Paulo está mais divulgada ao publico, as pessoas tem fácil acesso a ela, melhorando assim a aceitação dessa arte/esporte.

4 - EM SUA OPINIÃO APONTE QUAIS SÃO AS MAIORES DIFICULDADES DOS CAPOEIRISTAS DE SÃO PAULO?
A falta de apoio dos governantes, e a não organização existente entre os organizadores e praticantes da capoeira, resultando na falta de união para que cresçamos perante a sociedade/governo e tenhamos o real valor reconhecido.

5 - VOCÊ HOJE ESTÁ EM UM MÉDIO ISSO É BOM OU ISSO É RUIM?
Fazemos as coisas conforme conseguimos, infelizmente não consigo sobreviver só da capoeira, tenho que trabalhar em outro local para ter o sustento, tendo que adiar alguns objetivos com relação à capoeira. Então posso dizer que tem o lado bom e o lado ruim.

6 - FALE DO SEU GRUPO E DE SEU MESTRE:
KB+1 é uma realização que me traz muito orgulho e me deu bons frutos. Através dos ensinamentos e dos conselhos do meu mestre Garibaldo, consegui fundar esse grupo. Tive muitos alunos e estagiários, que sempre me respeitaram, e hoje em dia quando ando pelo bairro onde moro, vejo o reconhecimento das pessoas, e o respeito que adquiri através do trabalho que faço com o grupo KB+1.

7 - SUA VIDA É CAPOEIRA? POR QUÊ?
Sim, pois ainda tenho o sonho de me tornar um mestre por merecimento e poder ter discípulos, para que eu possa sempre ensinar meus conhecimentos e assim formar cidadãos dignos e formadores de opinião. Por isso sempre que posso ensino as pessoas através da capoeira, que é um instrumento muito bom para ensinar a dignidade, respeito, socialização, educação, entre outros.
8 - QUAL É A SUA ROTINA DE TREINAMENTO?
Muita conversa conselho e atenção nas aulas. Movimentação, acrobacias, aperfeiçoamento dos movimentos e técnicas, e o fundamental aprender a história da capoeira e seus fundamentos, sempre buscando os aprimoramentos da capoeira.

9 - NA CAPOEIRA TEM MUITA INVEJA? O QUE VOCÊ FAZ PARA SABER QUEM SÃO SEUS AMIGOS?
Sim, na capoeira tem muita inveja, assim como no dia-a-dia de todas as pessoas. Aprendemos com a vida e através das experiências vividas, dos erros e dos acertos, assim conseguimos perceber as coisas, como todas as pessoas fazem normalmente (conselhos, percepção, etc).

10 - A ORGANIZAÇÃO DA CAPOEIRA, DE SÃO PAULO, TA DEVENDO EM RELAÇÃO AO RESTO DO PAIS?
Não, pois as coisas vêm crescendo e melhorando cada vez mais. È claro que não acontece na velocidade que queremos, mas devagar se chega longe.

11 - EM RELAÇÃO AOS GRUPOS DE CAPOEIRA . O QUE OS GRUPOS GRANDES DEVEM APRENDER COM OS PEQUENOS E Vice Versa?
Todos temos muito que aprender uns com os outros, todos nós sempre temos experiências interessantes que servem de aprendizado, basta que sejamos mais humildes e coloquemos em prática o coleguismo, e o espirito da boa vizinhança, assim conseguiremos transmitir e receber mais ensinamentos e experiências uns aos outros.

AGORA VAMOS FAZER UM JOGO RAPIDO :

UM GRUPO: KB+1.


UM MESTRE: Mestre Bimba.


UM CANTADOR: Mestre Ananias.

UM TOQUE: São Bento Grande de Bimba.

UM JOGO:
Regional.


UM GOLPE: Chapa.

ACROBACIA OU TECNICA: Abertura.


MELHOR LUGAR PARA JOGAR CAPOEIRA:
Onde tem axé.

DEIXE UMA MENSAGEM PARA OS CAPOEIRISTAS:

“Não desistam dos seus objetivos e sim se dediquem cada vez mais, pois tudo depende de si mesmo independente de professor ou mestre. Acredite em você por que só você sabe seus próprios limites.”


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Revista Praticando Capoeira






Chega às bancas na próxima semana, a primeira edição inteiramente bilíngue da Revista Praticando Capoeira. Desde sua primeira publicação, já trazia um resumo em inglês das principais matérias; Agora a Revista, que está de Layout novo, pretende atender melhor seu público estrangeiro, que vêm crescendo com a expansão massiva da Capoeira pelo mundo.
Nesta Edição, entrevista exclusiva com Mestre Acordeon, lançando seu mais novo CD , Simplesmente Acordeon-ao vivo, que acompanha a Revista;
Temos a cobertura completa dos II Jogos femininos da Abadá-Capoeira, que aconteceu no Rio de Janeiro;
Mestre Camisa defendendo a ampla participação das mulheres na capoeira;
Mestre Cobra Mansa contando um pouco do que tem visto pelo mundo a fora;
Mestre Di Mola falando sobre seu trabalho na Suécia.
E pra finalizar, homenagens a dois grandes Mestres que nos deixaram: Mestre Artur Emídio, nas palavras de Mestre Celso; E Mestre Peixinho, "traduzido" por Mestre Toni Vargas.
Além é claro, do Calendário de eventos e do Aconteceu, mostrando um pouco da Capoeira pelo mundo.
A revista está ou não imperdível? Então fala com o seu jornaleiro pra ele guardar a sua, por que essa edição vai sumir das bancas rapidinho. Se você preferir, pode receber a sua em casa, é só acessar o site da Sdobrado, lá você encontra todas as edições da nossa revista, além de livros, CDs, roupas e instrumentos.
Como eu não poderia deixar passar, vou postar pra vocês alguns vídeos dos Jogos femininos da Abadá, só pra deixar vocês curiosos.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

SÃO PAULO VAI PARAR




20,21 DE AGOSTO 2011.

CURSO COM MESTRE MORAES/BA.

VALOR: 30;00 REAIS.




Local 1. Céu Caminho do Mar "Rua Engº Armando de Arruda Pereira 5421-Metrô Jabaquara - São Paulo - SP

Sexta-feira dia 19/08 das 19:00 as 22:00

Sábado dia 20/08 das 09:00 as 18:00

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Local 2.Praça da República - Metro Republica - Centro -SP.

Domingo dia 21/08 das 10:00 as 13;00

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PARABÉNS HERANÇA CULTURAL MESTRE CATITU

NO ANIVERSARIO DO GRUPO HERANÇA CULTURAL, ANTIGO GUERREIROS DE ZUMBI, REEDITAMOS UMA ENTREVISTA QUE MESTRE CATITU CEDEU PARA O BLOG CAPOEIRA DE SÃO PAULO

Entre uma correiria e outra preste a viajar para o exterior, Mestre Catitu fala um pouco mais do seu trabalho. E quais os motivos que o levam a ser hoje um dos maiores mestres de São Paulo sendo sempre convidado para festa em toda parte do Brasil e exterior.

Conte sua historia, de onde veio, família etc..? E como foi seu primeiro contato com a capoeira?
R: É sempre muito bom falar de pessoas ligadas a nós, principalmente a família, e minha trajetória esta totalmente inserida nela.
Conheci a capoeira por intermédio do meu irmão mais velho em 1976 aqui em Guarulhos onde sou natural. Em 1980 comecei a treinar com um grupo de amigos do bairro onde morava, agente se reunia nos fundos do quintal de minha casa para treinar. Em 1982 me matriculei na Academia Quilombo dos Palmares do Mestre Espanto e Peixe onde treinei e me formei. Com o passar do tempo e apedido de vários amigos montei meu próprio trabalho em 1990, o grupo Guerreiros de Zumbi.


Fui também um dos fundadores da Liga Guarulhense de Capoeira, participando de inúmeros eventos desportivos, dentro do desporto da capoeira tive vários títulos em minha carreira, sendo:

- Tetra Campeão Guarulhense;

- Tri Campeão Paulista;

- Vice Campeão Brasileiro;

- Campeão brasileiro;

- Destaque técnico de Competição entre outros.

Como disse no começo, minha família foi à base de tudo, principalmente meu irmão, sem o apoio deles nada disso teria acontecido.

Quem foi seu primeiro Mestre?
R: Meu irmão foi meu incentivo no começo de tudo, mais comecei e me formei com os Mestres Espanto e Peixe, Mestre Espanto me acompanha até hoje em nosso trabalho, sendo o Mestre Conselheiro, maior hierarquia do nosso grupo.

O que você acha da capoeira de São Paulo?
R: A capoeira de São Paulo tem tradição, ela é eclética, São Paulo é um dos principais Pólos de etnias e de exportação da capoeira para o mundo.

Em sua opinião, aponte qual são as maiores dificuldades dos capoeiristas de São Paulo?
R.: Acho que isso é uma coisa mais individual de cada um, as dificuldades esta ai para que possamos vence-las.

Aponte para nós, se há ou não, diferença entre os capoeiristas de São Paulo com o resto do mundo?
R: A capoeira hoje esta bem parecida em todo canto do mundo, antigamente a maioria dos capoeiristas tinha sua característica própria, hoje isso mudou muito, o que eu não acho muito legal.

Fale do Grupo Herança Cultural:
Depois que o grupo mudou de nome de Guerreiros de Zumbi para Herança Cultural, mudou também o conceito?

O senhor é muito amigo dos Onças?
Você acha que a capoeira de São Paulo deve muito, a Mestre Joel e a família Onça? E alguém mais?
R: O Grupo Herança Cultural é um seguimento de um trabalho que já vinha sendo feito na época dos Guerreiros de Zumbi, nos preocupamos muito em manter viva nossas tradições, jamais mudamos nossos conceitos, simplesmente houve uma necessidade de reformulação em nosso trabalho onde graças a Deus deu muito certo.
Eu cresci vendo a família Onça, tenho muita consideração e estima a eles, eles são parte fundamental da capoeira de São Paulo, principalmente mestre Joel que é um dos precursores.

Sua vida é capoeira? Porque?
R. Porque penso nela 24 horas, ela me alegra.

Muitos elogiam a rotina de treinamento do Grupo Herança Cultural, a que se deve isso? Fale pra nós um pouco mais sobre isso?
R. Se deve a muita dedicação, seriedade e disciplina no que fazemos, atingir metas, digo sempre para meus alunos, sempre que você achar que esta bem treinado, ai que você tem que treinar mais, pois sempre tem alguém treinado também.

Na capoeira tem muita inveja? O que o Sr. faz para saber quem são seus amigos?
R. A inveja esta por toda parte, amigos você conhece com o tempo, o ser humano é complicado é só comparar quando ele esta por baixo precisando e quando esta por cima com o poder e tirar a conclusão.

A organização da capoeira, da Região de Guarulhos, esta devendo em relação ao resto da cidade?
R. Acho que não, a organização começa dentro do nosso próprio trabalho.



- Muitos dizem que apesar da capoeira de São Paulo ser grande seleiro de bambas, falta um grupo que seja protagonista e assuma o real papel. O Senhor acha que o Grupo Herança Cultural pode ser esse Grupo?
R. sempre foi assim, nenhum grupo conseguiu por muito tempo ficar em destaque, a capoeira de São Paulo é muito grande, há muitos grupos bons, esse papel é de todos nós.

Em relação aos outros grupos de capoeira, O que os grupos grandes devem aprender com os pequenos e Vice Versa.
R. Olha, cada trabalho tem seu valor, sendo grande ou pequeno, o importante é fazer um bom trabalho em prol da capoeira.

Agora vamos fazer um jogo rápido:

- Um grupo: Herança Cultural
- Um Mestre: O meu Mestre Espanto.
- Melhor aluno: Aquele que é discípulo.
- Um toque: São Bento Grande de Bimba.
- Um jogo: Qualquer um desde que saia.
- Um golpe: Martelo.
- Amigos na capoeira é: Aqueles que vem pra somar.
- Melhor lugar pra jogar capoeira: Na academia Matriz do Herança Cultural.

- Deixe uma mensagem para os capoeiristas:

Peço a todos que se unem cada vez mais e que deixe as vaidades de lado. Não de o passo maior que a perna, a fruta da com o tempo, axé!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

PROFESSOR ESQUILO IN MEMORIA

DIVERSAS PESSOAS PEDIRAM PRA EQUIPE BLOG CAPOEIRA SÃO PAULO COLOCAR ALGO SOBRE O PROFESSOR ESQUILO. VAI UM VIDEO QUE MOSTRA ELE FAZENDO O QUE GOSTAVA: JOGAR CAPOEIRA COM GRANDEZA
ESTEJA EM BOM LUGAR POETA

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Capoeira tenta mudar regras para se transformar em esporte olímpico




Quando inventaram a capoeira os escravos brasileiros não podiam imaginar até onde ela iria chegar. O que inicialmente surgiu de uma necessidade de libertação transformando o corpo em arma se tornou uma arte praticada em 150 países. Mas, hoje, os praticantes enfrentam o desafio de organizar o esporte para que ele seja reconhecido como modalidade olímpica. Uma mudança fundamental para o futuro da luta segundo o mestre Beto Simas (assista ao vídeo).

- Se nós não tivermos a organização de sermos um esporte olímpico a gente fica para trás. Hoje, todo mundo está patrocinando os esportes olímpicos.

No Rio de Janeiro, o Fórum Internacional de Capoeira reuniu representantes de diferentes países para discutir como a arte pode ser modificada a fim de participar das Olimpíadas. O mestre Djamir Pinatti explica os objetivos do encontro.

- Esse fórum serve para tentar uma união psicológica da classe, para tentar resolver todas essas questões problemáticas e variáveis da capoeira.

saiba mais


- A gente só não pode perder a essência porque se não fica limitado, não fica a arte da capoeira – diz Simas.

A discussão sobre novos parâmetros para capoeira surge também de uma preocupação com o futuro de jovens atletas, como Gabriel Maia, de 9 anos, que revela praticar a arte há bastante tempo.

- Quando a minha mãe estava grávida ela tocava berimbau e eu já chutava a barriga dela